Entrevistas com Carlinhos Brown, Claudia Leitte, Daniel e Lulu Santos – The Voice Brasil

Entrevistas com Carlinhos Brown, Claudia Leitte, Daniel e Lulu Santos – The Voice Brasil

O ‘The Voice Brasil’, está de volta ao canal internacional da Globo com a missão de revelar dezenas de talentos escondidos pelo Brasil. Para essa segunda temporada, o programa reúne novamente o time de técnicos composto por Carlinhos Brown, Claudia Leitte, Daniel e Lulu Santos. O Nossa Gente entrevistou o time de técnicos do programa, segue aqui a nossa conversa.

Claudia Leitte

Claudia Leitte
Claudia Leitte

Conta pra gente um pouco sobre a sua dedicação ao ‘The Voice’
Temos comprometimento com o ‘The Voice’. O programa faz parte da nossa vida, da nossa rotina, desde o momento em que fomos convidados para participar. Não tem como negligenciar isso. Por exemplo, enquanto estava amamentando e participando da primeira edição do programa, contava com a compreensão de todos em volta, mas estava ali. No camarim tinha berço, enquanto na cadeira eu era a técnica. E nesta edição, minha assistente vai ser a queridíssima Maria Gadú.

Com certeza não é fácil conciliar o programa com a agenda de vocês. O que fez cada um aceitar fazer mais uma temporada? E o que foi mais difícil?
Eu me diverti muito na primeira edição e estou me divertindo de novo. Mas agora, mais tranquila. Na primeira temporada, por conta de estarmos de costas, ficávamos nervosos por não saber as histórias das pessoas. Hoje, vemos a grande oportunidade que o programa oferece. Se o profissional estiver de fato preparado, com um aparato, uma banda, um trabalho, um disco ou o que quer que lhe dê algum respaldo, ele pode sair daqui com muita vantagem na carreira já tendo o ‘The Voice’ como vitrine. Além de aprender com gente que sabe o que está fazendo, trabalha certo e se dedica muito à musica. Ás vezes as pessoas nos chamam de jurados, mas eu acho um máximo mesmo quando falam coach, técnico, porque o nosso papel não é julgar ninguém. Muito embora sempre procuramos alinhar as pessoas e trazê-las para o nosso estilo, nosso papel mesmo é o de contribuir, o que nos faz artistas e pessoas melhores. Dividimos aquilo que já aprendemos em nossa carreira e o participante tem a oportunidade incrível de não errar como já erramos algumas vezes. Acho o máximo esse ponto do programa, dividir. Altruísmo puro, muito bom.

Quem é o mais competitivo dos quatro?
A competitividade fica por conta da comida, toda semana é assim: o Lulu vem com bolo, Brown com tapioca, queijadinha e, hoje, Boninho veio para acabar conosco, trouxe macaroons. Então é uma competição absurda e ficamos mais gordos no final do programa, é terrível (risos).

Carlinhos Brown

Carlinhos Brown
Carlinhos Brown

Carlinhos, por você ter sido técnico do time vencedor no ano passado, existe uma cobrança maior em cima do seu time esse ano?
Não, é tudo natural aqui. Na verdade, acho que quem venceu o ‘The Voice’ em primeiro lugar foi o público, depois a Helen e, por último, nós como equipe. Propusemos-nos a fazer o melhor para as pessoas que vêm participar. Nós todos estamos servindo às pessoas que são participantes do ‘The Voice’.

Conta um pouquinho para os seus fãs sua experiência como técnico, os momentos, o que é mais difícil o que é mais divertido?
Ainda estou aprendendo a ser técnico de programa. O mais difícil é dispensar alguém, apertar o botão e escolher quem fica e quem sai. E o mais fácil é escolher as músicas, os arranjos.

Daniel
Quais suas expectativas para a nova temporada?
As melhores possíveis. Acredito que estamos aqui com um único propósito, que é de encontrar uma bela voz para o Brasil. A partir do momento que nos deparamos ontem pela primeira vez com alguns dos candidatos, tive certeza de que a qualidade musical será ainda melhor. Vamos nos deparar com situações muito mais difíceis de resolver e, no final de tudo. quem ganha é o público e a música como um todo. O programa nos dá a possibilidade de conhecermos melhor a qualidade musical que o Brasil oferece.

O que você acha do programa ser assistido por brasileiros que moram em outros países?
Muito bom. Houve até um fato isolado ano passado. A Alma, que era americana e morava no Brasil, mostrava o quanto as pessoas que vivem no exterior têm essa vontade de se ligar ao Brasil, de voltar para cá. Elas têm saudade da família e da música. Sei que acontece em alguns países o Brazilian Day e já tive a oportunidade de participar de alguns deles, em Portugal e em NY. Esses eventos demonstram a necessidade que os brasileiros que moram fora têm de notícias daqui do Brasil, principalmente da música, que é uma forma mágica de mantermos uma ligação com nosso país de origem. Acho que o programa acaba confortando muito essas pessoas.

Lulu Santos

Lulu Santos
Lulu Santos

Conta pra gente um pouco sobre o programa.
Tem uma coisa que eu gosto sempre de reforçar: ‘The Voice’ é um programa de música, com duração de uma hora e meia por semana, que tenta, da melhor forma possível, atingir a melhor qualidade. Temos disponíveis os melhores talentos, quatro produtores sensacionais, os melhores músicos e uma sonorização inacreditável. É um programa dedicado para ver e ouvir. É único, não é?

O que você fez na primeira temporada que talvez não tenha dado tão certo, que você pretenda mudar para essa?
Nada. Acredito que o programa foi um grande sucesso. Honestamente, batemos um bolão e o trabalho foi reconhecido por grande parte da imprensa e da crítica. No primeiro momento, quando foram anunciados os nomes dos candidatos, apanhamos um pouco, mas depois teve uma empatia muito boa. O que não pode é ser muito premeditado. Como é na base da reação, continua valendo manter algum mistério.

Já teve algum candidato que você tenha eliminado e outro instrutor pegou e vocês tenham ficado arrependidos por que o outro pegou. Você tem um nome específico?
Ano passado nós aprendemos no susto. É como jogar um jogo que você não sabe jogar. Entramos na quadra e fomos aprendendo as regras duras. Nós gravávamos, quando chegava o domingo assistíamos e víamos a parte que não sabíamos que eram as historias pessoais, expectativas, famílias e toda a tensão, que é a parte difícil do trabalho de nosso bom Tiago Leifert. É isso que torna o programa inescapável. O grão humano é muito evidente, as vontades, as ambições, cada vez que eliminamos um candidato o clima vai lá embaixo. Aqui só temos candidatos de fato, ninguém vem para fazer piada, porque canta mal ou vai ser estranho. Vêm aqui os melhores que temos por aí. Nessa temporada tivemos quase 8 meses de trabalho para pesquisar as pessoas. Então realmente temos um bom time.

Fotos: Crédito Globo – João Miguel Júnior