Entrevista com Juliana Caldas da novela O Outro Lado do Paraíso

Entrevista com Juliana Caldas da novela O Outro Lado do Paraíso

Entrevista com Juliana Caldas da novela O Outro Lado do Paraíso

1)     A Estela, de ‘O Outro Lado do Paraíso’ marca a sua estreia em novelas. O que mais chamou a sua atenção no personagem? Quem é a Estela?

A Estela é uma pessoa que, além de romântica e inteligente, tem um propósito. Ela conheceu um outro país, uma outra cultura. E o fato dela voltar para casa e não querer mais ficar na Suíça tem um propósito, que vai além do amor que ela tem pela família. A Estela é divertida, sonhadora, e quer mostrar algo, principalmente para a mãe.

2)     Como é a relação dela com a mãe, a Sophia (Marieta Severo), e com os irmãos, Lívia (Grazi Massafera) e Gael (Sérgio Guizé)?

A relação da Estela com a mãe é muito conturbada. Ela ama a mãe, ama a família, luta muito por um espaço dentro de casa, que a mãe não dá. É um conflito. Acredito que ela sabe que a mãe não consegue lidar com isso, mas no fundo ela acredita que um dia vai conseguir. A relação dela com os irmãos é totalmente de irmãos. Eles pegam no pé dela, fazem pirraça, mas ao mesmo tempo é uma relação de amor. A Lívia não dá muita atenção para a Estela porque ela quer mostrar que é superior, ela quer mostrar que sabe mais, mas ao mesmo tempo ela procura a Estela para desabafar. Já a relação dela com o irmão é totalmente de amor. Ela também se deixa levar também por emoções e eles se dão muito bem.

3)     Como é que você vê essa questão da Sophia sentir vergonha de ter uma filha como a Estela?

É um sentimento de rejeição, acho que é por que Sophia não saber lidar com ela. A partir do momento em que você tem uma pessoa com algum tipo de deficiência na sua casa, na sua família, seja quando a pessoa nasce com uma deficiência ou adquire ao longo da vida, isso muda muito a família. No caso do nanismo, por exemplo, você precisa adaptar a casa, os móveis do quarto precisam ser mais baixos para que a pessoa tenha mais conforto. Para cadeirantes, é preciso ter rampas, entre outras adaptações. Eu acredito que a Sophia não queria ter esse problema e também não sabe lidar com a questão afetiva. 

Foto: Globo – Raquel Cunha