A eleição para governador da Flórida, em 2014, será no dia 4 de novembro, mas a corrida por votos já começou. Como o Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Flórida, sem contar os milhares de turistas que visitam o estado atualmente, no dia 24 de fevereiro, o candidato (pelo Partido Democrata) Charlie Crist almoçou, na churrascaria Fogo de Chão, com alguns membros da comunidade brasileira para melhor conhecer suas necessidades. O evento foi organizado pelo empresário Ronald Ambar da Planet Up Technology e pelos investidores Yin Joon Kim e Sann Rodrigues.

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Marcio Silva, Paulo de Souza, Charlie Crist e Ronald Ambar

Charles Joseph Christie Jr., também conhecido como Charlie Crist, é natural de Altoona, Pensilvânia. Ele foi governador da Flórida entre 2007 e 2011 pelo Partido Republicano. Em 2010, isolado pela linha dura do chamado GOP (Great Old Party) e criticado por seu perfil moderado e apoio a algumas políticas de Obama, como o pacote de estímulo econômico, Crist optou, finalmente, por concorrer por conta própria ao Senado e deixou o Partido Republicano, sendo derrotado pelo republicano Marco Rubio.

Charlie Crist, Camila Quinamo e Sann Rodrigues
Charlie Crist, Camila Quinamo e Sann Rodrigues

Em novembro de 2013, Charlie Crist anunciou que tentará recuperar seu antigo trabalho. Imediatamente, foi atacado pelo comitê político do atual governador Rick Scott, que lançou oficialmente o primeiro anúncio negativo: que o ex-governador não é confiável.

Em um palco, em St. Petersburg, Crist defendeu-se, dizendo que esse é o jeito de Scott governar: “Ele ajuda seus amigos, acusa seus inimigos, se esconde do público e da imprensa e foge de assuntos complicados”, segundo informações publicadas pelo “Miami Herald”.

Apesar da polêmica desta incessante troca de partidos, Crist parece pronto para derrotar o atual ocupante do cargo, que será o candidato do GOP. As últimas pesquisas eleitorais – realizadas pelo site Huffpost Pollster – colocam Crist na liderança da corrida, com uma vantagem sobre Scott que varia entre os três e os doze pontos percentuais, com chance de 98% de ganhar as eleições.