Crônicas relatam cotidiano de jornalista mineiro

Crônicas relatam cotidiano de jornalista mineiro

Papoulas de Kandahar”, de Roberto Lima, é uma coletânea de crônicas produzidas nos últimos três anos, narrando fatos contemporâneos e situações de cunho pessoal

Edição de maio/2017 – pág. 12

Como bom mineiro – atento aos acontecimentos do dia a dia – o jornalista Roberto Lima conta as suas experiências no livro “Papoulas de Kandahar”, lançado recentemente nos EUA, e que chega à segunda edição, denotando o êxito da sua obra. Trata-se de uma coletânea de crônicas produzidas nos últimos três anos, que narram fatos contemporâneos e situações de cunho pessoal. “Eu comecei escrevendo poesias, depois passei a escrever crônicas”, relata o autor. “Nos meus textos há muito lirismo e tenho dois espelhos de frente que me inspiram: os escritores Luiz Fernando Veríssimo e Rubens Braga”, reforça.

Conta Lima que o título de sua obra – “Papoulas de Kandahar” – foi inspirado na flor cultivada na Ásia e no Oriente Médio, cuja propriedade produz a resina da qual é feita a morfina – que ameniza a dor -, e também a heroína, que destrói vidas. “É um exemplo da dualidade, assim como acontece em nossas vidas. A dualidade entre o bem e o mal”, relata. Quanto ao tema de suas crônicas, confessa o jornalista que, “não sou um inventor de histórias, não sou um grande mentiroso. O que escrevo é resultado de fatos reais, que vivi ao longo da vida. Eu não tenho critérios para escrever, as crônicas vão aparecendo e as escrevo, depois dou uma penteada antes de mandá-las para o prelo”, conta.

Em pouco mais de um mês de seu lançamento, “Papoulas de Kandahar” está prestes a lançar a segunda edição, façanha comemorada por Roberto Lima. “O livro está vendendo bem e já estamos programando a sua segunda edição. No Brasil a Livraria Saraiva está comercializando os meus livros e eles estão à disposição no site da Amazon (Amazon.com). Fiz questão de editar e produzir o meu livro. Sou um autor independente e não quero ficar nas mãos das editoras. É uma peleja porque o mercado editorial no Brasil é uma burocracia. O autor dependente de editora perde o atestado de propriedade de sua história. A Internet hoje presta um grande serviço e o meu jornal – “Brazilian Voice” – se incumbiu de fazer a divulgação do meu livro”, acrescenta o autor.

“Procuro relatar com naturalidade as minhas experiências como jornalista e imigrante nas minhas crônicas. Sou uma pessoa autêntica e não visto a capa do Batman e nem uso roupas de grife para caracterizar a minha pessoa. Sou o que sou e não crio subterfúgios. Gosto de estar com os amigos, de conversar com os meus leitores”, diz Roberto que também irá lançar o seu livro em Portugal, Espanha, Açores e na Ilha da Madeira.

O empresário, proprietário do Jornal “Brazilian Voice”, que circula em Newark, em New Jersey, é natural da cidade de Pedra Corrida (MG). Ele imigrou para os Estados Unidos em 1984, em busca do sonho americano. Na Terra do Tio Sam trabalhou como lava-pratos, ajudante de cozinha, garçom e servente de pedreiro, antes de se dedicar exclusivamente ao Jornalismo. Lima publicou dois livros com o poeta e professor universitário Bispo Filho, amigo de adolescência em Governador Valadares: “Colosso Ciclone” (Poesia – 1982), “Meninos de São Raimundo” (Poesia e Prosa – 2013), obra vencedora do Press Award 2014 na categoria Literatura; e o trabalho-solo “Tango Fantasma” (Poesia – 1988).

“Trump representa a voz do ódio”

Indagado sobre as medidas do Presidente Donald Trump na questão imigratória, o jornalista foi enfático: “É um momento preocupante para o país. Donald Trump representa a voz do ódio. Ele ainda não entendeu a importância da mão de obra do imigrante nos Estados Unidos”, alerta. “O Chef e apresentador Anthony Bourdain – do Programa ‘Parts Unknown’”, exibido pela CNN e pelo TLC Brasil -, que esteve em Belo Horizonte disse que nos seus vinte e cinco anos trabalhando como Chef nunca viu um americano lavando prato ou exercendo algum cargo simples na cozinha. Esse trabalho tem sido feito pelos imigrantes”, conta o empresário. “Mas não está sendo tão fácil para o Trump governar o país. Estados como Nova York, Illinois estão combatendo as medidas que podem prejudicar os imigrantes”, finaliza.

Serviço

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