Apresentadoras do PFC falam sobre o mercado do Futebol Brasileiro nesse início de temporada

Apresentadoras do PFC falam sobre o mercado do Futebol Brasileiro nesse início de temporada

Bárbara Coelho, apresentadora do "TÁ NA ÁREA" - Divulgação PFC
Bárbara Coelho, apresentadora do “TÁ NA ÁREA” – Divulgação PFC

As apresentadoras do PFC, Bárbara Coelho e Aurora Bello, comentaram sobre o mercado do futebol brasileiro nesse início de temporada. Apaixonadas por futebol, Aurora Bello comanda o programa “É Gol” enquanto Barbara Coelho está à frente do “Tá na Área”. Aurora acredita que o mercado de contratação do futebol brasileiro ainda é muito restrito. Já Barbara acha o calendário do futebol nacional, entre Estaduais e Brasileirão, acaba prejudicando a temporada.

Confira o bate-papo com as belas apresentadoras do PFC.

PFC. O que vocês acham do mercado de contratação no Brasil entre Brasileirão e campeonatos Estaduais?

Bárbara – Depende muito do ano, se pegarmos 2014 como exemplo, o mercado está enfraquecido e inflacionado. As negociações estão acontecendo entre os clubes. Os times aproveitam jogadores que não estão sendo aproveitados em outras equipes, e fazem uma espécie de “dança das cadeiras”. Prova disto é a venda de Leandro Damião para o Santos. A transação foi considerada a mais cara da história (entre clubes brasileiros) e custou aos cofres do Santos 40 milhões de reais.

Aurora – Vejo o mercado de contratações do futebol brasileiro, em geral, bastante restrito. Com a supervalorização dos preços dos jogadores e a tradição de exportar nossos talentos, os clubes locais se veem reféns das negociações internas, chegando no máximo a alguns vizinhos na América do Sul. Exceções são raríssimas; nos últimos anos até testemunhamos um esboço de caminho contrário com a vinda ao Brasil de jogadores como o Forlán e o Seedorf, mas acho difícil que se torne tendência – os valores são altos, as negociações difíceis e o interesse nem sempre existe; vejo como uma questão cultural: os próprios craques “sonham” começar a jogar bola para ir pra fora do país, “ganhar dinheiro” – o que não se pode julgar, o futebol se profissionalizou, virou negócio, um super negócio; jogar por amor ao clube do coração ficou na história.

Falando dos últimos anos, houve uma clara supervalorização das contratações, o que acabou inflacionando o mercado. Os times gastaram demais e agora estão tirando o pé pra tentar equilibrar as finanças. A exceção foi o Santos que contratou o Leandro Damião, por 42 milhões de reais, mesmo assim com a ajuda de um grupo de investidores.

 

Aurora Bello, apresentadora do "É GOL" - Divulgação PFC
Aurora Bello, apresentadora do “É GOL” – Divulgação PFC

PFC. Os clubes têm tempo suficiente para o entrosamento dos novos integrantes e antigos jogadores?

Bárbara – Não. A pré-temporada é muito curta nos principais clubes do país, por isso o Estadual acaba servindo com uma “preparação de luxo” para o restante da temporada.

Aurora – Essa é uma questão que ainda precisa ser muito estudada e adequada no Brasil. É nítido que o tempo de pré-temporada no país não é suficiente nem para o recondicionamento físico e técnico do jogador que acaba de passar um mês de férias, quanto mais para entrosamento com novos companheiros. Isso faz com que se torne cada vez mais comum o “esvaziamento” de atenção e importância dos campeonatos estaduais por parte dos clubes considerados grandes; muitos optam por esticar o período de preparação, enviando equipes “alternativas” para a disputa, ou ainda utilizam a mesma como uma espécie de “treino de luxo” para competições mais importantes – a legitimidade desse atitude, já é uma outra discussão.

 

PFC. Isso prejudica os times no campeonato?

Bárbara – Acho que não prejudica no campeonato, prejudica na temporada. O tempo de férias é justo, não dá para começar a treinar antes de janeiro. O Brasileirão acaba no início de dezembro, os boleiros tem um mês de férias, após um ano de muitos campeonatos. O que acontece: muitos jogadores, técnicos, jornalistas, defendem a extinção dos Estaduais, para que os clubes tenham mais tempo de se preparar para a temporada. Na Europa, por exemplo, não existem estaduais.

Aurora – Se formos pensar sob a ótica que mencionei acima, prejudica não só os times, como o Campeonato em si, que perde cada vez mais relevância até mesmo aos olhos do público; quantos aos clubes, é prejudicial no sentido de que o atual formato de calendário não permite uma preparação adequada e dedicação total das equipes a todas as competições que disputam na temporada.

 

O PFC transmite o programa “Tá na Área” sempre antes dos jogos ao vivo da programação. Com apresentação de Bárbara Coelho e Antero Neto, a atração traz notícias quentes do mundo esportivo com uma dose de humor. Já no “É Gol”, Aurora Bello mostra aos assinantes os gols pelo Brasil e pelo mundo, e enquetes sobre o esporte com a participação dos telespectadores. No PFC você também acompanha ao vivo os Estaduais e muito mais.