A recuperação do mercado imobiliário na América

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MAR/13 – pág.35

Após muitos anos de conversa sobre a volta do mercado imobiliário, hoje, há indicadores fortes para acreditar nesse fato. Segundo estudo do Banco of America, publicado em dezembro de 2012, as pressões de demanda e o baixo estoque de imóveis indicam claramente que esta é definitivamente a indicação de que o mercado está voltando. Os preços das casas caíram 33% do pico de preço de 2006 até o que pode ter sido o limite da baixa.

Mercado
O mercado é o indicador da crise ou da saída dela. Neste instante, o mercado está apontando para o segundo ano de crescimento de preços. Depois de subir 5% em nível nacional, em 2012, já está indicando que terá um crescimento igual ou maior em 2013. O número de novos ‘permits’ (para construção de imóveis residências) e o baixo número de imóveis à venda são outros fatores para contribuir para o preço começar a reagir.

Nos gráficos que mostram a projeção do crescimento dos preços, nota-se que eles podem subir até 40% nos próximos 10 anos, segundo o departamento de pesquisas do Banco of America. Assim, eles voltariam quase que aos valores dos imóveis residenciais do pico de 2006. Note que o crescimento passa por uma previsão de 3% ao ano, o que aparentemente é conservador pelo que está se vendo neste primeiro trimestre de 2012.

Quanto ao mercado local, pode-se dizer que ele é muito mais nervoso que a média nacional. Tanto no momento de subida dos preços quanto na queda, o mercado da Flórida Central reagiu de forma mais radical que em outros centros do país.
Isso tem explicação pelo crescimento da população na Flórida Central e pela formação étnica da população e dos compradores. Seja por meio de investigação nas tabelas da associação dos corretores ou pela pesquisa como comprador, o detalhe é que, no dia a dia, está havendo mudança nos preços e na oferta de imóveis.

Tabela da FAR sobre as vendas de imóveis
Na tabela dos números de casas vendidas e à venda, nota-se que o estoque de imóveis caiu a valores muito baixos. Historicamente, a associação – ou MLS – tinha 12000 imóveis para venda. Esse número baixou para 9 mil no ano passado e, agora, está em 7 mil.

As vendas
Pela tabela, pode-se notar que mais de 3 mil imóveis entram em contrato a cada mês. Como é preciso cerca de 45 a 60 dias para tramitar o processo de compra, ou seja, entre o contrato assinado e o fechamento, o mercado mostra que os imóveis que entram no mercado acabam saindo em um mês. Em algumas áreas da cidade, há diversos imóveis que não permanecem nem uma semana no mercado e é muito comum que até sejam vendidos acima do preço pedido pelo comprador.

Ainda há muita água para passar por debaixo da ponte. Não se pode esquecer que o mercado especulativo, daqueles que compram para revender ou alugar, distorce muito a tendência de compra do que é a demanda pelo imóvel para uso. Há muita gente especulando nesse mercado. Portanto, até que outros investimentos atraiam esses investidores, não será possível ver em que patamar o mercado vai se estabilizar.

De forma favorável, a energia positiva que a reativação dos preços de casas e de demanda de imóveis gera no mercado em geral será transferida para a economia como um todo, causando otimismo e revitalizando muitos setores, bem como “azeitando” a máquina do Capitalismo.

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