Os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) em disputa acirrada no segundo turno terão o veredicto final no próximo dia 26, quando milhões de brasileiros, dentro e fora do país, irão às urnas. É o momento decisivo para mudar a história política e buscar novos horizontes

Da Redação

Foto: Marcos Bezerra / Futura Press
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

Chega à reta final a eleição presidencial – segundo turno-, que irá definir no próximo dia 26 de outubro o Presidente da República para um mandato de quatro anos. Cabe ao eleitor a importante tarefa de escolher um novo líder através do voto ou optar pela mesmice em meio à avalanche de denúncias de corrupção no governo federal, alarmando os cidadãos de bem. No embate derradeiro, o candidato do PSBD, Aécio Neves, apresenta propostas renovadoras, “somos a mudança que os brasileiros almejam”, diz, incluindo na cartilha de obrigações, a investigação minuciosa no esquema fraudulento envolvendo o PT e outros partidos políticos no escândalo da Petrobrás. É o tudo ou nada e a cúpula tucana vem se mobilizando, buscando munição para desestruturar o adversário. Em contrapartida, a candidata petista, Dilma Rousseff – atual presidenta – tenta driblar os inconveniências – fraudes e tráfico de influências no seu governo. Ela alega desconhecer as falcatruas de seus correligionários e promete maior rigor aos corruptos da petroleira, cujo leite está quase seco, se reeleita. São dois pesos e duas medidas e o brasileiro terá de arregaçar as mangas e ter bom senso ao apertar a tecla confirma, nas urnas.

Com o apoio da candidata derrotada à Presidência pelo PSB, Marina Silva, as intenções de voto para Aécio Neves cresceram consideravelmente em Pernambuco e o peessedebista é o favorito naquele Estado. A viúva de Eduardo Campos – morto no acidente em São Paulo -, Renata Campos, tem feito palanque para o tucano, consolidando o apoio da família. “Sou um homem extremamente feliz por ter recebido o apoio de Marina Silva como recebi, de maneira espontânea, refletida. Sei que não deve ter sido uma decisão fácil para ela, já que ela representa um conjunto de pensamentos na sociedade que não era o mais próximo a nós, mas que tomou em favor do Brasil. Não cabe a mim cobrar absolutamente nada. Quero agradecer o apoio da Marina, agradecer a generosidade da minha amiga Renata Campos, como ela se manifestou, e os partidos que se somaram a nós”, disse o candidato.

eleicao_brasil2Em declarações à imprensa disse Aécio que se for eleito, “vou encerrar o ciclo do PT no governo”. Ele fez duras críticas à sua adversária afirmando que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, age de forma “desesperada” durante a campanha. “O que nós estamos vendo é um governo que percebe que seu ciclo está terminando. Posso garantir aos brasileiros que vão se orgulhar muito do próximo governo que vão ter”, afirmou. O candidato tucano disse ainda que o governo está “com medo” de perder as eleições e que é preciso tirar o PT “das costas” dos brasileiros. “Esse governo vem dividindo o país de forma rancorosa entre nós e eles, entre Nordeste e Sudeste, entre Norte e Sul. Eu, hoje, sou uma alma leve. Estou pronto para debater as propostas para o Brasil. Estou pronto para debater cada calúnia e cada difamação feita pela campanha da nossa adversária”, completou. O presidenciável afirmou ter criado em seu site de campanha uma ferramenta que detecta “mentiras e absurdos” contra ele ao longo do período eleitoral. Na avaliação do candidato, esta é a campanha com o maior número de mentiras contadas sobre os que disputam o Palácio do Planalto.

Sumiço de Lula

Dilma Rousseff e seu antecessor e principal cabo eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não aparecem juntos em público desde 3 de outubro. O sumiço está gerando desconforto no entorno da petista, que cobra nos bastidores uma ação mais enérgica de Lula. Desde o dia 5 de outubro, quando as urnas confirmaram o segundo turno com Aécio Neves, auxiliares de Dilma se queixam da ausência de Lula. Mas enquanto dilmistas reclamam, lulistas rebatem com outro argumento: ele não só trabalhou no primeiro turno como ainda espera o chamado de Dilma para definir sua ação no segundo. Pedindo anonimato, um amigo de ambos classificou de “sacanagem” as críticas, feitas nos bastidores, ao ex-presidente.

As aparições de Lula no horário eleitoral têm sido bem objetivas. Ocorre que faltam poucos dias para as eleições, e os aliados de Dilma mostram-se descontentes. Para esse grupo, Lula era o único com interlocução suficiente para tentar evitar que a família de Eduardo Campos aderisse à candidatura tucana. Lula costumava chamar o candidato do PSB, morto em agosto e substituído no primeiro turno por Marina Silva, de “filho”. E antes de o ex-governador se lançar candidato à Presidência, Lula mantinha relação próxima com a família Campos.

Representantes das centrais sindicais destacaram os ganhos dos trabalhadores a partir do Governo Lula e dos riscos de retrocesso para a classe com a candidatura de Aécio Neves. Uma das principais questões tratadas foi a mudança social que o Brasil teve, na última década, através das políticas como a de cotas e de distribuição de renda. Para o diretor do movimento Força Sindical, Vitor Costa, que falou em nome do presidente, “Reconhecemos a mudança que foi feita em especial na Bahia e entendemos que tudo isso não pode parar. A gente defende que a mudança do Brasil deverá ser feita pela educação e esse projeto investe e vai continuar investindo na educação do povo baiano e brasileiro”, disse. O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Cedro Silva, também manifestou o seu apoio a Dilma.

A importância do voto

Inúmeras promessas são feitas assiduamente em todo o território nacional por maus políticos revestidos de más intenções. Travestidos de super-heróis, desfilam um discurso demagógico, garantias de melhoria de condições de vida para a sociedade que, porém, de tão descumpridas, tendem a cair na incredibilidade e em geral não passam do período pré-eleitoral. A crise brasileira vem se agravando há muitos anos, mas é na atualidade que se mostra mais aguda e complexa. É necessário que cada cidadão brasileiro vote consciente e seja participativo nas eleições presidenciais no próximo dia 26 de outubro. Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) têm sido austeros e defensivos na sucessão de debates que ocorrem na televisão no Brasil, ficando evidente que o eleitor não deve ficar em cima do muro. É imprescindível que cada um exerça o seu poder de escolha, através do voto. Milhões de brasileiros, dentro e fora do país, vão às urnas com a esperança de ver um novo Brasil a partir de 2015. Justiça para todos é o que clama a população do Brasil!