2018: Um ano positivo para o comércio de música

2018: Um ano positivo para o comércio de música

Edição de janeiro/2019 – p. 42

Seja qual for a forma de comercialização, o ano de 2018 mostrou números bastante positivos para o segmento fonográfico. A música, seja ela Rock, Pop, Jazz ou Gospel, entra em 2019 com saldo mais que positivo. O segmento de streaming, que comemora crescimento de vendas em plataformas como Spotify e Deezer, aposta que não será diferente nos próximos anos, uma vez que novos mercados passarão a ter acesso às plataformas digitais. O cenário não é diferente para o mercado de discos de vinil. Os Estados Unidos e a Europa identificaram crescimento expressivo nas vendas em 2018, bem como o interesse de consumidores por novos títulos lançados nesse formato.

O clássico vinil

Os bons tempos estão de volta? Se isso significa que agora você pode voltar a ler o encarte enquanto ouve um disco de vinil, a resposta é sim. A retomada da venda de discos de vinil em todo o mundo é uma realidade. Discografias inteiras estão sendo relançadas no formato ‘disco de vinil’, exatamente como acontecia há décadas atrás. Em mercados como Estados Unidos e Europa o cenário é ainda mais otimista, uma vez que muitos dos consumidores nunca abriram mão do toca-discos.

De acordo com matéria da revista The Economist, o vinil chegou a representar 76% das vendas da indústria fonográfica mundial em 1973. Nos anos 90, sua participação caiu para 1,5%, uma vez que o CD tomou conta do cenário fonográfico.

A partir de 1991 a Nielsen Music passou a rastrear os dados de vendas de álbuns de vinil, e apontaram que as vendas nos Estados Unidos subiram 9% em 2017 se comparados aos índices de 2016. Em números de vendas, significa que em 2017 a venda de discos de vinil atingiu a marca de 14,3 milhões de unidades. No cenário de vendas de música em formato físico, significa que a cada sete produtos físicos comercializados, um é no formato disco de vinil.

Se novos consumidores de todas as idades estão cada vez mais interessados em adquirir o disco de vinil, o aparato da indústria fabricante de discos também vem recebendo injeção de investimentos.

Streaming dispara em 2018

Os números são pra lá de positivos quando o assunto é streaming de música. Apenas no primeiro semestre de 2018 as vendas já indicavam que o ano seria o melhor dos últimos quinze anos em todo o mundo.

O volume de streaming de áudio sob demanda subiu 45,4% apenas nos Estados Unidos, já tendo ultrapassado a marca dos 268 bilhões apenas na primeira metade de 2018. Já o volume de streaming de vídeo, apresentou crescimento de 34,7% no período de um ano. Ainda segundo a Nielsen Music, os artistas Drake e Post Malone tiveram o maior volume de vendas de áudio sob demanda que qualquer outro artista nos Estados Unidos, atingindo as marcas de 3,3 bilhões e 3,1 bilhões, respectivamente. O “God’s Plan”, do rapper Drake, é a música mais ouvida via streaming nos Estados Unidos até o momento.

Já Ed Sheeran liderou no segmento Pop no ano de 2018, como a música “Perfect”, enquanto Imagine Dragons dominou o gênero rock com três das cinco melhores canções de Rock: “Thunder”, “Believer” e “Whatever It Takes”.

O CD continua vivo

Segundo relatório publicado pela RIAA (Recording Industry Association of America), em meados do ano de 2018 a venda de CDs vem caindo consideravelmente, perdendo espaço para o streaming e inclusive para os discos de vinil.

Dados comparativos entre os anos de 2017 e 2018 apontam que a receita de vinil cresceu 12,6%, enquanto a receita de CD caiu 41,5%.

No entanto, vale lembrar o que CD ainda tem a maior representatividade na comercialização de produtos físicos, o que significa que há muito espaço para o CD. Segundo a Nielsen, o formato ainda responde por 51% das vendas de álbuns, e é especialmente forte em gêneros como infantil, música clássica, jazz e gospel.

De acordo com a Nielsen Music, os dez discos de vinil mais vendidos nos Estados Unidos no ano de 2018 são:

  1. Jack White – Boarding House Reach – 37,000
  2. Kendrick Lamar – Damn. – 30,000
  3. Guardians Of The Galaxy – 28,000
  4. Michael Jackson – Thriller – 28,000
  5. Fleetwood Mac – Rumours – 28,000
  6. Panic! At The Disco – Pray For The Wicked – 26,000
  7. Justin Timberlake – Man Of The Woods – 26,000
  8. Prince – Purple Rain – 25,000
  9. Amy Winehouse – Back To Black – 25,000
  10. Beatles – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts – 23,000
Serviço

https://www.nielsen.com/us/en.html

https://www.riaa.com/u-s-sales-database/