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Viver em Orlando, segundo a multimídia Eleonora Pascoal

Viver em Orlando, segundo a multimídia Eleonora Pascoal

A respeitada jornalista conta o porquê escolheu Orlando para viver e fala da convivência com o filho; do seu trabalho na Band, no rádio Brasil e da prestação de serviços às empresas brasileiras

Edição de setembro/2017 – pág. 20

Uma das mais respeitadas repórteres do Brasil, Eleonora Pascoal, deixou a Band – emissora onde atuava com reportagens para o Jornal da Band – e está residindo em Orlando com a família. Mas os seus compromissos em São Paulo e demais cidades brasileiras continuam, realizando palestras e prestando assessoria às empresas – Gerenciamento de Crise sob o Ponto de Vista da Comunicação.

“Também faço produção, escrevo roteiro e tenho participação na rádio Brasil, às quartas-feiras, que é coligada à Band em São Paulo. Faço freelance para o SBT e atendo emissoras que me pedem. Sou multimídia”, relata.

Segundo a jornalista, o filho, Adriano, foi o principal incentivador para que a família se mudasse para os EUA. Conta que quando o garoto vinha passar férias no país, na hora de voltar ao Brasil “ele não queria”. Resistia o tempo todo e pedia aos pais – Eleonora e o empresário Nelson –, para que morassem no país.

“Começamos a pensar sério no assunto e, a princípio a nossa intenção seria morar em New Jersey, mas o frio lá é desolador. Então o meu marido sugeriu que fossemos para a Califórnia, mas tinha outro agravante: íamos ficar muito longe de nossas mães no Brasil, e foi aí que optamos por Orlando”, lembra Eleonora.

“Viemos para Orlando conhecer as escolas e estudar uma área para morar, que atendesse a nossa expectativa. A princípio seria Winter Park, mas desistimos porque o barulho do trem incomoda. Ficamos hospedados em um hotel lá e sentimos isso. Gostei muito de Winter Garden, então resolvemos morar lá”, acrescenta a jornalista.

Revela Eleonora que às vezes que esteve nos EUA veio com o visto de estudante, mas a Band lhe deu um visto de trabalho e agora ela é freelance da emissora no país.

Eleonora Pascoal participa às quartas-feiras – às 10 AM – do programa do Ticone, na Rádio Brasil, a convite de Marcelo Russomano – proprietário da emissora. “O Russomano também me convidou para fazer um programa na rádio no fim do dia. Estamos estudando o projeto e buscando patrocínio”, comenta.

A jornalista presta assessoria a empresas no Brasil, na África e na América latina, com Gerenciamento de Crise sob o Ponto de Vista da Comunicação. Mas o que isso significa?

“Eu treino e preparo pessoas para lidar com as situações de crise na empresa. Por exemplo, se uma empresa acaba sendo alvo de um escândalo, ou algo que possa comprometer o nome da empresa, preparo os responsáveis para falar, de como agir e se portar numa retração pública”, explica.

“Lido com gerenciamento da crise interna da empresa. Todos os procedimentos necessários sob o ponto de vista da comunicação”.

O relacionamento com o filho

Trabalhando ao lado do filho, “ele é o meu cinegrafista e me acompanha nas reportagens aqui em Orlando”, disse Eleonora Pascoal que no Brasil, “ele fez imagens em vários pontos, fomos à favela, fizemos matérias com índios. Ele conheceu outras realidades, convivendo com todos os tipos de pessoas”.

“Aqui nos Estados Unidos ele fez comigo as eleições do Donald Trump, cobrimos o furacão Matthew”, acrescenta.

“Em casa falamos sobre vários assuntos e eu o oriento a ser uma pessoa melhor. Falamos sobre os perigos das drogas, enfim, o meu filho é um privilegiado. Um menino que não se preocupa em vestir roupas de marcas, como os garotos de sua idade. Eu compro as calças dele no Walmart, sem problemas. Ele sabe o valor do dinheiro”.

Quanto ao índice de corrupção no Brasil, os escândalos que denigrem o nome do país, Eleonora Pascoal diz que vê a situação com preocupação. “Às vezes fico envergonhada, Sou uma pessoa honesta e procuro passar para o meu filho a importância de ser honesto. Fico triste com as coisas ruins que acontecem no Brasil no âmbito político”.

“Oriento o meu filho a ser pessoa melhor, honesta. Ter uma formação moral. Ele, inclusive, avisou a professora que lhe deu nota acima do que tinha tirado na prova. Ela deu nota nove, mas meu filho verificou que a professora tinha se enganado, a sua nota era sete”, relata com orgulho.

Quanto à experiência de morar nos EUA, Eleonora Pascoal disse que está sendo importante. Ela ressaltou o carinho recebido da comunidade brasileira. “Orlando para mim é uma surpresa. Fui muito bem recebida pela comunidade brasileira – ela fez referências ao jornalista e proprietário do Jornal Nossa Gente, Paulo de Souza, e as brasileiras, Andreia Almeida, Luciana Elder e Priscila Triska.”

“Não dá para sentir falta do Brasil, embora eu tenha viajado com frequência para o Brasil. O meu marido também está lá resolvendo coisas de trabalho. Mas o carinho que recebo aqui, eu nunca tive no Brasil”, finaliza.