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A solidariedade de todos, diante do caos iminente

A solidariedade de todos, diante do caos iminente

Edição de setembro/2017 – pág. 04

Com a passagem do furacão Irma pela Flórida o que se pôde ver foi o gesto de solidariedade entre pessoas. Diante do caos iminente, a necessidade de nos apoiarmos uns aos outros exerceu função primordial nessa hora. E quando algo ameaça atingir – devastar – o ponto crucial em de nós, então nos mobilizamos para sair de tal circunstância em busca de alternativas. No “velho”, mas preciso dito popular: “há males que vêm para o bem”, um consolo para nos protegermos, mesmo sabendo que os pés poderiam ficar encharcados pelas águas do furacão.

O inimigo voraz que rondou a cidade de Orlando trouxe, sim, preocupação, entretanto, fortaleceu os laços de afinidade na Comunidade Brasileira. Estávamos todos no mesmo barco, pisando a mesma terra, compartilhando do mesmo medo e lutando contra os mesmos demônios. Era causa unânime, de sobrevivência, e isso foi de importância vital no âmbito da solidariedade.
Orlando foi salva com a mudança repentina no trajeto do Irma, então  respiramos um pouco mais aliviados, no entanto, não se esquecendo das famílias que perderam casas, enfrentaram tempestade avassaladora e que tiveram um saldo de destruição irreparável.

Mas o sol volta a brilhar e se juntam os pedaços de estilhaços que ficaram pelo caminho. Os trabalhos de reparação às perdas e danos se iniciam na Flórida, principalmente nas áreas devastadas, trazendo alento aos que lamentam pelo ocorrido. É hora de recomeçar.

Estamos todos prontos para uma nova etapa – após o ciclo de furacões -, com a certeza de que há união da Comunidade nos instantes cruciantes. A preocupação de uns com os outros, em se tratando de uma causa de todos. E vem a lição do inesperado: não estamos isolados, seguimos conectados.

O furacão Irma foi um presságio arquitetado pela natureza para nos chamar a atenção de alguma forma. Vento, tempestade e a compenetração diante do fenômeno obscuro. Com certeza ficamos um pouco mais sensíveis em relação ao outro – o brasileiro. Não existe distância, mas a necessidade de uma leve ameaça – tomara que isso não seja essencial – para darmos as mãos novamente.