Saiba tudo sobre a nova novela da Globo: AMOR À VIDA

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logoamoravidaA nova novela do canal internacional da Globo, ‘Amor à Vida’, prevista para estrear dia 20 de maio, nas Américas e, dia 21, na Europa, África e Japão. A trama vai mostrar a difícil escolha de Paloma (Paolla Oliveira) diante de um impasse que poderá mudar sua vida: seguir a carreira de médica, como seu pai César (Antônio Fagundes) e sua mãe Pilar (Susana Vieira) desejam; ou se entregar às aventuras de um louco amor nos braços de Ninho (Juliano Cazarré)

São incontáveis as formas, as intensidades e as relações que envolvem o amor. Homem que ama uma mulher, mãe que ama um filho, alguém que ama a si mesmo. Ama-se a profissão abraçada, o sucesso conquistado, a vida escolhida. Mas se tem um lugar onde a pluralidade deste sentimento pode ser vista sob todas as formas, esse lugar é a família.

E não importa o formato. Que cara essa família tem. Que tamanho essa família tem. Das mais tradicionais às formações contemporâneas, o combustível principal que sustenta essas relações é o amor. É ele quem justifica e alimenta segredos, romances, intrigas e confusões. É sempre o amor, dosado em medidas tão distintas que pode ser confundido com ódio, ciúme ou paixão.

É justamente por esta razão que não existe decisão fácil de se tomar, escolha simples de se fazer. Nem sempre o certo e o errado estão em lugares opostos. Nem sempre o coração anda de mãos dadas com a razão. Por menos passional que a pessoa seja ou por menos emoção que a situação exija, há perguntas cujas respostas não são claras. Vale a pena abrir mão de tudo por um amor?

Essa é uma das perguntas que ‘Amor à Vida’ se propõe a fazer. “Vamos entrar na intimidade dessas famílias, conhecer e desvendar alguns de seus segredos”, antecipa o autor, Walcyr Carrasco, que escreve a novela com a colaboração de Daisy Chaves, Eliane Garcia, Daniel Berlinsky e Márcio Haiduck. Wolf Maya é o diretor de núcleo, Mauro Mendonça Filho, o diretor-geral, e André Filipe Binder, Allan Fiterman, Marco Rodrigo, Marcelo Travesso e André Barros assinam a direção.

‘Amor à Vida’ colocará em evidência esse e tantos outros dilemas. “A história da novela é muito abrangente, pois são várias as formas de amor. Temos uma história central muito forte, que envolve a família dona do hospital, com uma briga de posses, uma disputa velada de poder sobre os filhos e entre os filhos herdeiros”, define Wolf Maya.

A novela ‘Amor à Vida’ tem estreia prevista no canal internacional da Globo segunda-feira, dia 20 de maio, nas Américas e, dia 21, na Europa, África e Japão .

A verdade sobre os Khoury

Casados, César (Antonio Fagundes) e Pilar (Susana Vieira) são pais de dois filhos, Félix (Mateus Solano) e Paloma (Paolla Oliveira). A família é bem-sucedida financeiramente e, para quem não os conhece de perto, representam o modelo perfeito de relações afetivas. Mas quando o olhar se aprofunda, a verdade aparece.

César (Antonio Fagundes) e Pilar (Suzana Vieira) já foram apaixonados. Ela ainda o ama. Pode ser que ele não tenha deixado de amá-la, mas que seu coração tenha ficado mais “generoso”, já que mantém uma relação extraconjugal há anos.

Félix (Mateus Solano) é o “queridinho” da mamãe. Filho mais velho do casal, não tem muito a aprovação do pai em suas atitudes, mas recebe um irracional apoio materno. Grana e poder: é em busca disso que ele está. Félix ama a si mesmo, sentimento proporcional à sua falta de caráter. Para ele, somente uma pessoa seria capaz de atrapalhar os seus planos: Paloma (Paola Oliveira).

Paloma gostaria de ser amada pela mãe do mesmo jeito que é amada pelo pai e que pensa ser amada por Félix. Mas a relação com Pilar vem sempre sustentada por muita tensão. Já com César, é tudo diferente. Eles se compreendem e são recíprocos no amor que sentem. É a tal da afinidade. Agora, com Félix, é uma via de mão única. Ela é honesta com o irmão. Ele mente, manipula e, no fundo, a odeia.

A história começa há mais de dez anos, quando os Khoury viajam ao Peru para comemorar um momento importante na vida de Paloma: o ingresso no curso de Medicina. É lá onde as relações são colocadas à prova. Novamente, mãe e filha falham na tentativa de uma convivência harmoniosa. Só que desta vez, Félix aproveita para dar a cartada que acredita ser definitiva para o rompimento de Paloma com os pais. Embora não tenha provas concretas, ele acredita que Paloma foi adotada por Pilar e César. E é com este trunfo que ele tira a irmã do eixo. Depois de saber da suposta verdade, Paloma joga tudo para o alto.

Sentimento arrebatador

Paloma (Paolla Oliveira), dona de uma personalidade que reúne ímpeto e leveza, resolve reescrever sua trajetória após o rompimento familiar. Abalada, decide seguir o seu coração quando, ainda no Peru, conhece Ninho (Juliano Cazarré). Eles se apaixonam e vivem intensamente esse sentimento. Ela abre mão de tudo, do futuro previsível, da carreira médica e das posses de sua família. Em contrapartida, experimenta o gosto de uma vida livre, sem rumos traçados. Ninho a convence a seguir seus passos, andar país afora, caminhar e dormir sob as estrelas.

Por um tempo, esse plano até funciona. Enamorados e sem um tostão no bolso, se aventuram, conhecem pessoas e lugares diferentes. Exploram o Peru e partem para a Bolívia. Eles se bastam, se amam.

Mas os ventos quase sempre mudam de direção e sopram para rumos diferentes. Paloma engravida. A chegada do bebê faz a jovem pensar e colocar os pés no chão. Agora, não serão apenas Paloma e Ninho. Uma criança exige cuidados e o mínimo de segurança. Neste momento, o casal toma a decisão de voltar para o Brasil. E, mais uma vez, a vida de Paloma vira de cabeça para baixo.

A saída da Bolívia transforma-se numa tentativa frustrada do casal. Sem recursos, Ninho arrisca-se para conseguir dinheiro para viajar e aceita transportar, colado ao próprio corpo, droga para o Brasil. Mas é preso ainda no aeroporto. Ela consegue embarcar para São Paulo, com o coração partido, sem entender o que deixou para trás.

Nome: Félix. Sobrenome: Inveja e ambição

Félix (Mateus Solano) reúne uma lista enorme de defeitos em seu caráter. Mesmo mantendo um bom relacionamento com a mãe, Pilar (Susana Vieira), Félix não dá ponto sem nó. Ela é o seu principal instrumento para conseguir chegar onde quer, conquistar o que quer, embora Pilar não compactue racionalmente com as reais intenções do filho.

Casado com Edith (Bárbara Paz), Félix consegue a façanha de sustentar um relacionamento de fachada, inclusive para a sua esposa. O que ele sente passa bem longe de ser amor, especialmente do amor que une homem e mulher. Mas Félix sabe que essa união com Edith pode ajudá-lo a convencer o pai, César (Antonio Fagundes), de que é a pessoa certa para assumir o hospital San Magno, que pertence à família. Ele quer ser o filho perfeito com a família ideal. E por isso, como nunca conseguiu ter filhos, Félix concordou em adotar Jonathan (Thales Cabral).

Tirar a irmã, Paloma (Paolla Oliveira) de seu caminho é uma preocupação constante. No Peru, acreditou ter feito tudo certo para afastá-la de vez da família. Ele não esperava que ela voltasse ao Brasil. Muito menos esperando um filho!  Félix teme que o bebê seja o vínculo que reaproximará Paloma dos pais. Além de ser mais um herdeiro na disputa pelo San Magno.

O grande golpe

De volta ao Brasil, Paloma (Paolla Oliveira) acredita que a única pessoa em quem pode confiar é o irmão, Félix (Mateus Solano). Frio e calculista, ele planeja o futuro de Paloma sem que ela perceba a jogada. No fundo, ele vai tentar, mais uma vez, mantê-la distante.

Félix consegue libertar Ninho (Juliano Cazarré) e trazê-lo de volta ao Brasil. Ele o reaproxima de Paloma e articula uma nova fuga da irmã, para que o bebê nasça bem longe da mansão dos Khoury.

Mas Paloma e Ninho não se entendem mais, embora ainda se amem. Eles tentam uma reaproximação, mas o tempo se encarrega de transformá-los em pessoas com objetivos diferentes.

Após uma discussão em um bar, Ninho deixa Paloma e, sozinha, ela dá à luz uma menina. O parto acontece em condições precárias. Mãe e filha ficam em apuros. Com a ajuda de uma desconhecida, e sem que ninguém da sua família saiba onde está, Paloma perde os sentidos e desmaia, sem ver a filha viva.

O destino acaba colaborando com os planos de Félix. Ele é o único a ficar sabendo onde Paloma está e vai ao seu encontro. Ele não faz ideia de que a sua sobrinha já nasceu. E, ao ver a criança ao lado da irmã desacordada, não pensa duas vezes: separa mãe e filha. O bebê é deixado por Félix em uma caçamba de lixo bem em frente ao San Magno.

Presente de Deus

Enquanto isso, no centro cirúrgico do San Magno, Bruno (Malvino Salvador) vê o momento mais feliz e esperado de sua vida transformar-se em uma grande tragédia. Sua mulher e seu filho morrem no parto.

No meio da dor, encontra um sopro de vida em seu caminho. Ao deixar o hospital, Bruno ouve o choro de um bebê dentro de uma caçamba. Ele não hesita. Pega a menina em seus braços e, bem naquele instante, torna-se seu pai. Ela recebe o nome de Paula (Klara Castanho) e guarda em seu sangue a verdade que poucos sabem.

Uma nova chance ao amor

Mais de dez anos se passam. Paloma (Paolla Oliveira) nunca se recuperou da perda da filha e do gosto doce e amargo da paixão avassaladora que sentiu por Ninho (Juliano Cazarré).

A impossibilidade de exercer a maternidade transforma a vida de Paloma. Mais segura e menos voluntariosa, ela enfim torna-se médica e segue por diferentes rumos, o que não inclui um novo amor. O passado com Ninho ficou apenas na lembrança, uma recordação que ainda machuca.

Bruno (Malvino Salvador) reaparece em seu caminho. Eles se conheceram na época mais difícil da vida de Paloma, quando ela perdeu sua filha. Mas foi apenas um encontro casual. É provável que ele tenha se interessado por Paloma antes mesmo dela o notar, mas a insistência de um homem apaixonado não vê obstáculos. Bruno a convence a lhe dar uma chance mínima para, ao menos, se conhecerem.

Ele ganha um reforço importante: sua filha, Paula (Klara Castanho), por quem Paloma morre de amores. Esse amor tem explicação. A médica, além de ter uma afinidade inexplicável com a menina, sabe que ela tem a mesma idade que a sua filha teria. Paula e Bruno, juntos, representam a possibilidade de Paloma ter uma família de verdade.

Famílias para todos os gostos

Os Rodriguez

O patriarca da família é Amadeu (Genézio de Barros). Irmão de Pilar (Susana Vieira), ele é casado com Neide (Sandra Corveloni) e tem três filhos: Leila (Fernanda Machado), Daniel (Rodrigo Andrade) e Linda (Bruna Linzmeyer).  Após o nascimento da caçula, Linda, tudo mudou nesta casa.

A jovem, autista, faz com que os Rodriguez se reinventem e descubram novas formas de se relacionar. Em constante aprendizado, cada membro desta família precisa aprender a amar e a lidar com alguém que necessita de cuidados e atenção especiais. Enquanto Neide é a mãe zelosa e protetora, a irmã, Leila, tem dificuldades para entender o universo de Linda.

Os Vianna

Ordália (Eliane Giardini) e Denizard (Fúlvio Stefanini) têm quatro filhos: Bruno (Malvino Salvador), Gina (Carolina Casting), Carlito (Anderson di Rizzi) e Luciano (Lucas Romano). Honestos, eles dão duro para que, no final do mês, a curta renda esteja garantida.

Denizard tem um bar no bairro onde mora. Ordália é auxiliar de enfermagem no San Magno. Os filhos viram-se como podem. O que o casal gostaria mesmo é de ter uma coleção de diplomas universitários, um de cada filho. Mas as dificuldades do dia a dia levam cada um para um lado. Somente Luciano consegue manter-se matriculado em uma faculdade, com muito sacrifício. Ele estuda Medicina e enche os pais de orgulho.

Márcia e Valdirene

Parceiras, Márcia (Elizabeth Savalla) e Valdirene (Tatá Wernerck), são mãe e filha. O presente de Márcia está muito distante do futuro que ela sonhou no passado. Por isso, ela fiscaliza e orienta cada passo de Valdirene. Ela quer que a filha escreva uma história bem diferente da sua.

Ambas vivem arquitetando planos para que Valdirene fisgue um bom partido. Não importa quem seja, o que faça, por onde ande. Basta ter grana! As investidas, claro, quase sempre são frustradas. E elas não se cansam nunca. Não deu certo uma vez, paciência! Levanta, sacode a poeira e rumo ao golpe seguinte.

Eron e Niko

Eron (Marcello Antony) e Niko (Thiago Fragoso) vivem uma relação estável. Bem-sucedidos, eles formam um modelo familiar que se sustenta em pilares como o respeito e o afeto. Mas nem tudo é fácil para esses dois, especialmente porque eles pretendem dar um grande passo no relacionamento: ter um filho.

Família de Atílio

Atílio (Luis Melo) tem um casamento feliz com Vega (Christiane Tricerri). Mas a vida dele não é lá tão tranquila assim. Ela é a sua segunda esposa e assumiu o posto antes ocupado por Gigi (Francoise Forton), a responsável por suas dores de cabeça. Atílio vive apenas com Vega, mas carrega outros três pesos nas costas: Gigi, Murilo e Sandra -  apesar desses dois últimos não serem sangue do seu sangue.

Falida, Gigi não consegue mais manter o seu antigo padrão de vida. Mãe de Murilo (Emílio Orciolo Neto) e avó de Sandra (Thavyne Ferrari), a ex-rica vive recorrendo a Atílio para sanar as dívidas cometidas durante os seus excessos.

A solitária Nicole

Ela parece ser sozinha no mundo. E é. Mas quando essas coisas acontecem, a vida encarrega-se de corrigir os excessos. Nicole (Marina Ruy Barbosa) perdeu os pais em um acidente e os avós partiram porque chegou a hora de partir. A pobre menina rica só tem a companhia de amigos, poucos amigos, como Pilar (Susana Vieira).

Dizem que amigos são a família que a pessoa escolhe. Neste caso, Nicole compra gato por lebre. E se engana com a amiga Leila (Fernanda Machado), cujo caráter é duvidoso. Ela se aproveita da fragilidade de Nicole para dar asas às suas ambições.

O universo San Magno

 Administrado por Atílio (Luis Melo), o hospital San Magno é referência no tratamento de diversas especialidades, com destaque para as pesquisas em áreas distintas. Apesar de grande e luxuoso, o San Magno não segue um modelo de negócio que só visa o lucro. César (Antônio Fagundes), com a parceria da filha, Paloma (Paolla Oliveira), permite que o hospital preste atendimento àqueles que não podem pagar. Félix (Mateus Solano), o administrador, não aceita, mas nada pode fazer. O sonho do filho mais velho de César é se tornar dono de tudo e fazer as coisas do seu jeito. Enquanto isso não acontece, ele vai minando as forças do hospital e vai enchendo o bolso de dinheiro.

Jacques x Lutero

Aqui, vale a disputa entre a experiência e a juventude. Um jogo cujas regras não são claras e transparentes. Lutero (Ary Fontoura) é cardiologista e está há anos no San Magno. É o chefe dos demais médicos e amicíssimo de César (Antonio Fagundes). Está na função que ocupa por mérito e bom caráter.

Jacques (Júlio Rocha) é jovem e ambicioso, mas a sua maior característica é a esperteza. Ele já chegou ao San Magno querendo ocupar o lugar de Lutero e logo entendeu que o caminho para isso é Félix (Mateus Solano).

O mesmo tempo que garante a experiência de Lutero, lhe rouba a firmeza das mãos. É disso que Jacques se aproveita para articular o seu plano de conquista.

Michel e Patrícia

No estilo gata e rato, o casal Michel (Caio Castro) e Patrícia (Maria Casadevall) vai escrevendo sua história. Certos relacionamentos ganham ainda mais graça e sabor quando pegam seus pares de surpresa. De repente, eles se dão conta de que não tem mais escapatória. Pronto, a paixão já os fez de reféns. Mas ainda é cedo para afirmar que esta é uma história de amor. É uma trama de encontros e… encontros!

Traída, ela não confia mais em relacionamentos amorosos. Mulherengo, ele não gostaria de ser fisgado por ninguém. A promessa reincidente de “não ter compromisso”, faz com que Michel e Patrícia estejam sempre juntos, se conhecendo mais, se entendendo mais, se gostando mais.

Perséfone

A enfermeira chefe do San Magno merece um capítulo a parte. E não são apenas as paredes do hospital que guardam segredos. Perséfone (Fabiana Karla) sabe de coisas que, às vezes, não são contadas a quase ninguém. Bem humorada e muitíssimo atenta, ela está sempre à disposição. Discreta, Perséfone é fiel aos amigos, especialmente a Glauce (Leona Cavalli), obstetra do San Magno.

Paqueradora profissional, Perséfone vive tentando “dar o bote” nos bonitões que circulam pelo hospital. Mas no fundo a timidez a impede de conquistar alguém para valer.

Viagem: Da terra da garoa às paisagens peruanas

‘Amor à Vida’ é ambientada em São Paulo, mas o início da história de Walcyr Carrasco desenrola-se no Peru. É para lá que a família Khoury viaja logo nos primeiros capítulos. E é na terra dos Incas, onde Paloma (Paola Oliveira) conhece Ninho (Juliano Cazarré), por quem se apaixona. Essas cenas marcam a primeira fase da novela, que acontece há mais de dez anos.

De 1 a 17 de abril, as paisagens peruanas passaram a ser os cenários das gravações de ‘Amor à Vida’. Para lá, viajou uma equipe formada por mais de 40 pessoas,  incluindo os atores Paolla Oliveira, Antônio Fagundes, Juliano Cazarré, Susana Vieira, Mateus Solano, Bárbara Paz, Maria Maya e Marcelo Schmidt. Além de Cusco e Machu Picchu, Arequipa, Colca Canyon, Ollantaytambo e Sacsayhuaman foram escolhidos para receber a novela e ambientar algumas cenas.

Para os dias de trabalho no Peru, foram transportados 700 quilos de equipamentos, 26 malas de figurino e a equipe ainda contou com o apoio de uma produtora local. “Fomos muito bem recebidos e acolhidos pelo povo peruano. O Peru é um país lindíssimo para se contar uma história de amor. E mesmo com tanto frio, toda a equipe esteve animada e empenhada. Estou muito feliz com o resultado”, diz Mauro Mendonça Filho, diretor-geral da novela, que esteve à frente de praticamente todas as cenas no exterior, acompanhado pelo diretor André Felipe Binder.

A escolha do Peru como locação para começar ‘Amor à Vida’ tem uma explicação. “Fiz uma viagem, aos 20 anos, como mochileiro para lá e me encantei. Relembrei muitas aventuras para criar as histórias”, conta Walcyr Carrasco. Sete meses antes de começar a gravação, ele, Mauro e Wolf Maya, diretor de núcleo, viajaram juntos para decidirem de perto os cenários.

Protagonista da novela, Paolla Oliveira gravou suas sequências com a família e com Juliano Cazarré sempre em alto astral. “Esta energia do Peru vai existir durante toda a novela. Tudo parte daqui, as histórias se quebram aqui e se unem ao mesmo tempo. A viagem foi muito importante para se construir o que vem pela frente”, analisa.

São Paulo: Uma cidade rica, efervescente e cheia de vida

‘Amor à Vida’ é uma novela que se passa em São Paulo, que fala com sotaque e tem hábitos paulistanos e que mostra um lado inusitado da capital. Além de gravar nas cidades cenográficas, construídas no Projac com elementos paulistanos, a novela viajou até lá para passear por regiões distintas. “São Paulo é uma cidade imensa e há muitos lugares ainda inexplorados. Ao longo da história, vamos passar por alguns desses pontos que quase ninguém conhece”, conta Walcyr Carrasco, autor da trama.

As gravações começaram na capital paulista no início de março e a previsão é que, durante a novela, a equipe volte mais vezes para lá. Mais de 20 atores participaram desta fase inicial e, entre as locações escolhidas, estão o Vale do Anhangabaú, a Avenida Paulista, o Memorial da América Latina, os bairros do Bixiga e da Liberdade, o Parque Villa Lobos e as ruas do centro de São Paulo como a 25 de Março. “Vamos mostrar uma São Paulo pop, que deve ser o grande charme da novela”, diz Wolf Maya, diretor de núcleo de ‘Amor à Vida’.

Sequências como o encontro romântico de Paloma (Paolla Oliveira) e Bruno (Malvino Salvador), e uma discussão entre Pilar (Susana Vieira) e Ninho (Juliano Cazarré) são alguns exemplos do que foi gravado em São Paulo. Ricardo Tozzi, Marina Ruy Barbosa e Fernanda Machado, que vivem Thales, Nicole e Leila, respectivamente, também estiveram por lá. Na trama, eles formam um triângulo amoroso. Outro núcleo, formado por Elizabeth Savalla (Márcia) e Tatá Werneck (Valdirene), que vivem mãe e filha, também iniciaram suas participações na novela, em São Paulo.

Preparação de elenco: A busca pelo passado

“É preciso voltar no tempo, na imaginação, construir o que pode ter acontecido e trabalhar essas vivências”. É assim que Sergio Penna, preparador de elenco de ‘Amor à Vida’, explica seu trabalho junto aos atores. Convidado pelo diretor-geral, Mauro Mendonça Filho, Penna explica que o ator precisa ter memória, conhecer a fundo as questões internas de seus personagens.

A parceria teve início em fevereiro, quando o elenco reuniu-se para fazer as leituras. “Fizemos, ainda, encontros individuais com os atores que já iam começar a gravar. Estudamos o roteiro, entendemos os sinais do autor. Esse é o ponto de partida”, diz Penna. Depois ele seguiu com a pesquisa de campo, na qual o ator conversa com pessoas reais para compreender as possibilidades de desenvolvimento para cada personagem.

Todo o elenco de ‘Amor à Vida’ participou de encontros e palestras em um hospital do Rio de Janeiro para entender o dia a dia de quem vive essa realidade. Paolla Oliveira, que na segunda fase da novela será uma pediatra, passou um dia inteiro acompanhando o trabalho de uma profissional da área, com quem conversou para entender as questões subjetivas e internas, a missão do médico. Para a atriz, a experiência trabalha muito o sensorial. “É um exercício com o espírito, uma busca por perguntas e respostas para a formação da personalidade da Paloma. É bastante lúdico”.

Após o trabalho de cada um, é importante para Penna que haja uma aproximação entre os núcleos dramáticos. Foi assim entre os irmãos Paloma (Paolla Oliveira) e Félix (Mateus Solano). Depois, os irmãos com os pais, César (Antonio Fagundes) e Pilar (Susana Vieira). O mesmo aconteceu com Paloma e Ninho (Juliano Cazarré) e, posteriormente, ela com Bruno (Malvino Salvador).

Caracterização: Como nascem os personagens

O caos urbano de São Paulo e o glamour da noite paulistana foram fundamentais para Gilvete dos Santos, caracterizadora de ‘Amor à Vida’, se inspirar para compor os visuais dos personagens da novela. Visitas a grandes centros comerciais, a lojas populares, assim como as tendências de moda e beleza apresentadas nos principais desfiles internacionais foram o ponto de partida para Gilvete e sua equipe começarem o trabalho.

A aposta é no conceito de que “menos é mais”. A maquiagem apresentada em ‘Amor à Vida’, de uma forma geral, traz sempre uma pele bonita e bem tratada, sem exageros. “Com um bom rímel, um blush e um protetor labial temos um resultado bacana. O importante é estar bonito na tela. Aposto na naturalidade e se quiser acrescentar um pouco de cor, você ganha”, garante a caracterizadora.

Protagonista da trama, Paloma (Paolla Oliveira) ganhará três diferentes visuais que marcarão a passagem de tempo de mais de dez anos. Em 2001, na primeira fase, ela vai aparecer com um cabelo bem longo, aplicado com tic tac, durante a viagem ao Peru. Logo após, na volta ao Brasil, a personagem estará mais sofrida e isso será evidenciado através dos cabelos, que ficarão mais ressecados nas pontas. “Ela terá um estilo mais hippie e estará em uma fase mais largada, por isso vamos amarelar um pouco os fios, que estarão detonados”, explica Gilvete.

Já em 2013, Paloma vai aparecer com os cabelos em tom mel, cortado em camadas, com uma certa leveza na frente. A maquiagem vai evidenciar a transformação da personagem que, agora, é uma médica bem-sucedida e tem mais gosto pela vida: cores nos olhos como um marrom esfumaçado, blush e uma boca rosada.

Como um homem do mundo e aventureiro, Ninho (Juliano Cazarré) é visualmente o que se define como um rapaz largado, com a barba grande ou por fazer e os cabelos no estilo dreadlocks. Para isso, Gilvete encomendou duas perucas longas, feitas com cabelos naturais. “O resultado ficou incrível, nunca tínhamos trabalho com dread de fios naturais. O ator gostou tanto que pediu a peruca para ele”, diverte-se a profissional.

Para quebrar um pouco o conceito naturalista que vai seguir nos personagens, Gilvete ganhou uma “boneca inspiradora”, como ela define Patrícia, vivida por Maria Casadevall. “Vou poder brincar bastante, já que a Patrícia é bem moderna, ousada, gosta de coisas diferentes”. As unhas serão um detalhe à parte: uma de cada cor, apostando nos lançamentos da estação, em tons metálicos e escuros. Boca e olhos vão ganhar cores fortes e os cabelos poderão mudar a cada dia. “Ela tem um corte que me permite transformações. Um dia ela pode usar a franja quadrada, no outro, pode fazer um penteado mais anos 30 ou até mesmo chapado com prancha”.

Mãe e filha na trama, Elizabeth Savalla e Tatá Werneck viverão a ex-dançarina Márcia  e a espevitada Valdirene, respectivamente. Com visuais extravagantes, as duas terão uma maquiagem mais carregada. “A Márcia tem uma marca registrada, que é uma flor vermelha no cabelo e com isso a maquiagem tem que ser na medida, mas ainda assim vamos abusar do batom alaranjado e os olhos bem marcados com rímel. O mesmo com a Valdirene, que ganha uma boca caprichada, esmaltes coloridos – azul, verde, amarelo, muitas cores fortes – e olhos acentuados”, explica Gilvete. A caracterizadora conta, ainda, que buscou muitas referências em antigas dançarinas de programas de auditórios para compor o look de Savalla. O resultado disso é um cabelo mais cacheado e com dois tons, evidenciando uma raiz mais escura e as pontas mais claras.

Para marcar a passagem de tempo de mais de dez anos, Gilvete vai usar muitos apliques de cabelos, tic tacs e perucas, e já adianta duas tendências que prometem sucesso: para as mulheres, os fios compridos; e para os homens, as barbas. “Quase todas as mulheres da novela terão cabelão. A paulistana adora”.

Figurino: Por trás dos panos

Uma viagem ao Peru mudou o destino e o figurino de Paloma (Paolla Oliveira). Se antes a mocinha vestia-se como uma típica jovem paulistana de 2001, com um estilo mais “patricinha”, com camisarias ou um “country-chic”, como define Labibe Simão, figurinista responsável por ‘Amor à Vida’; depois de conhecer Ninho (Juliano Cazarré) e ganhar o mundo, ela foi adquirindo o jeito hippie de ser.

Saias longas, jeans, batas, mochilão passam a fazer parte do guarda-roupa de Paloma nas andanças pelo Peru. “Compramos muitos acessórios e até mesmo roupas em feiras e lojas de Cusco”, diz Labibe. De volta ao Brasil, grávida, Paloma precisa esconder a barriga de sua família e para isso a figurinista aproveitou-se de muitos vestidos e saias longas em seda estampada, roupas mais livres e que não marcassem o corpo. “É uma fase hippie-chique da personagem”, analisa Labibe.

Com o passar dos anos, a vida traz maturidade para Paloma, mas ainda assim ela não abandona o instinto de liberdade que está dentro dela. Esses elementos do passado serão representados em seu dia a dia através das bijuterias, como anéis e pulseiras. Mas é a praticidade da mulher paulistana, que trabalha fora e que quer conforto que falam mais alto para compor o look de Paloma para 2013. “Ela se torna uma médica séria, mas ainda sensual. Vai usar muita calça no modelo flare, em tecido stretch e camisetas”, acrescenta a figurinista.

Mas foi com Ninho (Juliano Cazarré) o maior desafio da equipe do figurino. “Apesar de haver uma mudança no comportamento e no visual dele, é tudo muito parecido, uma variação de um tema e, por isso, mais difícil para conceber”, explica Labibe. Logo nos primeiros capítulos, ele aparece com um estilo mais largado, bem hippie. Anos mais tarde, já em São Paulo, Ninho fica mais urbano, usa mais jeans, camisetas estampadas, jaquetas. “Um jeito street”, define Labibe.

Com os personagens de Tatá Werneck, Elizabeth Savalla e Maria Casadevall, Labibe confessa que pôde brincar bastante com as roupas e os acessórios. Para a primeira, a figurinista seguiu uma linha mais pin up. “A Valdirene se acha gostosa, mas não tem vulgaridade em seu figurino. Brincamos com as cores, com a barriga de fora, mas sem mostrar o umbigo. Ela tem calças com cintura alta, saias curtas e sapatos temáticos”.

Já sua mãe Márcia foi inspirada nas ex-chacretes. Suas roupas são mais práticas e confortáveis, como um legging e camisas largas, mas nunca desce do salto.

Para Patrícia (Maria Casadevall), Labibe garante que com bom senso e estética, o jeito ousado da personagem pode ser bem divertido. “Trabalhamos com uma paleta de cor enorme. Ela está sempre com montagens inusitadas e faz um mix de artigos dos anos 60, 80 com roupas modernas. Patrícia é uma camaleoa, não tem um estilo fixo”.

Par de Valdirene, Carlito (Anderson di Rizzi) também merece um destaque. A inspiração para compor seu visual veio dos cantores sertanejos universitários. Ele usa roupas modernas, blusas estampadas, jaquetas, brinco e um colar com a letra C, que será sua marca registrada. A calça, bem justa, é um evento, como define Labibe. “São muitas informações na calça: pesponto, recortes, lavagens diferentes”.

 Cenografia e produção de arte: A construção de uma novela

As equipes de produção de arte e cenografia, comandadas por Yurica Yamasaki e Maurício Rohls, respectivamente, tiveram que trabalhar em algumas frentes para transformar em realidade os cenários e as vivências da história contada por Walcyr Carrasco. Uma delas foi para dar forma às cenas que se passam no Peru. Nas gravações em solo internacional, as equipes atuaram para dar veracidade às imagens. Para isso, lançaram mão da paisagem, da culinária e dos hábitos locais. Até mesmo o figurino e os acessórios dos figurantes foram produzidos com matéria-prima peruana, a exemplo das mochilas e de mantas usadas em algumas cenas iniciais da novela. Isso também aconteceu com a comida de cena, à base de milho e batata, costume da região.

Como ‘Amor à Vida’ se passa em São Paulo, a produção da novela gravou cenas na própria capital paulistana. Alguns cenários foram modificados, como é o caso de uma rua residencial que ganhou a cara da Vila Madalena, conhecida pela sua vida noturna e pelos barzinhos sempre movimentados. As casas e suas varandas foram transformadas em bares, pizzarias e restaurantes.

No Projac, vários cenários foram criados para as gravações em estúdio e a maior parte deles reproduz ambientes hospitalares, que mostram como é por dentro do hospital fictício San Magno. Um trabalho e tanto para a produção, que precisou criar logomarcas para papelaria, instrumentos, equipamentos e roupas de cama. Houve ainda um cuidado especial com a decoração e a vivência da sala de cirurgia, do berçário e dos consultórios médicos especializados. Uma curiosidade é a sala de ressonância magnética, que ganhou uma réplica do aparelho que realiza o tal exame, construção da equipe de cenografia.

A casa de Márcia (Elizabeth Savalla) é um capítulo à parte. Ela guarda muitas recordações da época em que foi dançarina e em seu quarto há uma espécie de altar com fotos de suas apresentações.

Fora dos estúdios, a novela ganhou duas cidades cenográficas. Uma delas abriga o San Magno. Mais do que uma fachada, que tem as proporções reais de um hospital de verdade, o cenário conta com entrada de emergência, pátio de ambulâncias, recepção, lojas de conveniências, livraria e floricultura. Ao seu lado está o bar dos médicos, lugar que reunirá os profissionais do San Magno, com suas histórias, confusões e paixões. O lugar é decorado com objetos que remetem a São Paulo e expõe fotos antigas da cidade.

Na outra cidade cenográfica, foi construída a fictícia região paulistana onde ficam a casa de Bruno (Malvino Salvador), o bar do Denizard (Fúlvio Stefanini) e a casa de Márcia, entre outros personagens. As construções, os objetos e os comes e bebes do Bar do Denizard são típicos da capital de São Paulo, a exemplo dos pastéis vendidos no comércio da família Vianna.

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